sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

NÁNÃ BOROKÊ A MÃE DA ANCESTRALIDADE !!!

NÁNÃ BOROKÊ A SENHORA DO COMEÇO E DO FIM
NAÇÕES CULTUADAS NO RIO GRANDE DO SUL:
KABINDA- OYÓ- JEJÊ- IJESÁ- NAGÔ E CONGO
NÁNÃ BOROKÊ, Nanã Buruku (ou Nanã, Nanã Buluku, Nanã Buru, Nanã Boroucou, Nanã Borodo, Anamburucu, Nanã Borutu), é um nome pertinente a um vodun das chuvas, dos mangues, do pântano, da lama (barro molhado), senhora da Morte, e responsável pelos portais de entrada (reencarnação) e saída (desencarne). Identificado no jogo do merindilogun, representado materialmente pelas NAÇÕES AFRO-BRASILEIRAS através do assentamento sagrado denominado DE: IGBÁ DE NÁNÃ BOROKÊ = (ACENTAMENTO).
Em sua passagem pela Terra, foi a primeira Iyabá = (MÃE) e a mais vaidosa, em nome da qual desprezou seu filho primogênito com OSALÁ,  SAPANÃ, por ter nascido com várias doenças de pele. Não admitindo cuidar de uma criança assim, acabou abandonando-o numa praia, YEMANJÁ o achou abandonado, quase morrendo e o curou e o criou como se fosse sua mãe, dando todo o amor e carinho. Sabendo do que A VODUN NÁNÃ BOROKÊ  fez, OSALÁ condenou-a a ter mais filhos, os quais nasceriam anormais (OSUMARÊ- IROKÔ- YEWÁ E OSSAIN), e a expulsou do reino, ordenando-lhe que fosse viver num pântano escuro e sombrio, lugar onde pensou em abandonar seu pobre filho, mas desistiu, pois na praia seu filho morreria mais rápido.
A VODUN NANÃ BOROKÊ  é dona de um cajado, o ibiri. Suas roupas parecem banhadas em sangue, VODUN das águas paradas que mata de repente, ela mata uma cabra sem usar faca. É considerada o VODUN mais antigo do mundo. Quando ORUN-MILÁ chegou aqui para frutificar a terra, ela aqui já estava. NÁNÃ BOROKÊ desconhece o ferro por se tratar de um VODUN da pré-história, anterior à idade do ferro. O termo "NANAN" significa RAIZ, aquela que se encontra no centro da terra. NÁNÃ BOROKÊ  tornou-se uma das Iyabás mais temidas, tanto que em algumas tribos quando seu nome era pronunciado todos se jogavam ao chão. Senhora das doenças cancerígenas, está sempre ao lado do seu filho SAPANÃ. Protetora dos idosos, desabrigados, doentes e deficientes visuais. É um vodun, segundo alguns pesquisadores, originário de Dassa-Zoumé, é uma velha divindade das águas. Pierre Verger encontrou um Templo Dassa-Zoumé e o sacerdote do seu culto.
A área que abrange seu culto é muito vasta e parece estender-se de leste, além do rio Níger, até a região Tapá, a oeste, além do rio Volta, nas regiões dos "guang", ao nordeste dos Ashanti.
Entre os fon e mahi ela é considerada uma divindade hermafrodita, anterior a Mawu e Lissá, aos quais teria dado origem em associação com a "serpente do Universo" Dan Aido Hwedo. Para os ewes e minas, ela é às vezes vista como um vodun masculino (Nana Densu), esposo da grande mãe das águas Mami Wata.
NÁNÃ BOROKÊ é A VODUN  mais antiga das águas doces é a que dá vida e sobrevivência. NÁNÃ BOROKÊ  é o principio o meio e o fim; o nascimento a vida e a morte a energia desta VODUN é usada em problemas espirituais como:
Obsessores, kiumbas,  miasmas e também em cirurgias.
Brasil
NÁNÃ BOROKÊ  é cultuada nas NAÇÕES JEJÊ  como um vodun, das águas paradas, mangue, pântano, terra molhada, lama, e é a mãe dos VODUNS: SAPANÃ, IROKO, OSSAIN, OSUMARÊ E YEWÁ,
NÁNÃ BOROKÊ  é chamada carinhosamente de "Avó", por ser usualmente imaginada como uma anciã ( o quê me parece não ser a realidade, a questão de sua idade é só por ela estar aqui desde o inicio dos tempos da criação, até porquê voduns, orisás e inkices não envelhecem). É cultuada em todo o Brasil nas religiões Afro-brasileiras. Seu emblema é o Ibiri que caracteriza sua relação com os espíritos ancestrais. Como "Mãe-Terra Primordial" dos grãos e dos mortos, Nanã Buruku poderia ser equiparada à deusa greco-romana Deméter-Ceres-Cíbele.
A existência do culto de Nanã Buruku é atribuída a tempos remotos, anteriores à descoberta do ferro, por isso, em seus rituais, não costumam ser utilizados objetos cortantes de metal. ( o quê não se aplica mais nos dias de hoje, pois  em quase todo o brasil passou-se a usar o OBÉ)
O baobá ("Adansonia digitata L.", em iorubá ossê e em Fon akpassatin) é sua árvore sagrada.
No sincretismo afro-católico, Nanã Borokê, como é chamada é equiparada à Sant'Ana.
NÁNÃ BOROKÊ NO BATUQUÊ (NAÇÕES DE KABINDA, OYÓ, JEJÊ, IJESÁ, NAGÔ E CONGÔ - RS: Nanã no Batuque (Religião Afro-brasileira cultuada no rio grande do sul) é TRATADA(SIBÓLICAMENTE) COMO SE FOSSE UMA YEMANJÁ DAS MAIS VÉLHAS PELA IMPORTANCIA E RESPEITO QUÊ SE TEM À YEMANJÁ, embóra TODOS SAIBAMOS NO SUL
QUÊ ELA NÃO SEJÁ UMA YEMANJÁ.

Arquétipo

São conservadores e presos aos padrões convencionais estabelecidos pelos homens. Passam aos outros a aparência de serem calmos, mudando rapidamente de comportamento, tornando-se guerreiros e agressivos; quando então, podem ser perigosos, o que assusta as pessoas. Levam seu ponto de vista às últimas conseqüências, tornando teimosia. Quando mãe, são apegadas aos filhos e muito protetoras. São ciumentas e possessivas. Exigem atenção e respeito, são pouco alegre e não gostam de muita brincadeiras. Os filhos deste grande Orixá são majestosos e seguros nas ações e procuram sempre o caminho da sabedoria e da justiça.

QUALIDADES DE NÁNÃ BOROKÊ

  • Igbayin
  • Buruku
  • Igbónán
  • Asayio
  • Asanan
  • Insele
  • Tinoloko
  • Ajaosi
  • Ìkure
  • BOROKÊ
  • ABAOMÍ
  • BOMÍEMÍ
  • OLOBOMÍ
Dia: sábado
Data: 26 de Julho (dia dos avós no Brasil) Metal:
Cores: Branco lilás e roxo as veses branco rajado com azulão.
Comidas: Aberém, mugunzá, mostarda e taioba,
Caruru bem temperado e folhas de mostarda com
Arroz, e peixes de couro bem temperados e recheados.
Locais de oferenda: beira de lagos, pantanos, mangues
E cemiterios.
Ervas: gervão roxo, quaresmeira, viúvinha, folha da
costa, vassourinha, pinhão roxo, folha da fortuna, guanchuma, e outrás.
Sincretismo: sant’ana
Flores: palmas roxas, dálias, sempre viva, onze horas,
Rosas vermelhas.
Bebidas: suco de uvas rosadas e chanpanhe rose.
Velas: lilás, roxa, branca, e branca e roxa.
Símbolos: Ibiri e bradjá
Elementos: Águas paradas,lagos,mangues, pantanos e terra.
Região da África: Ex-Daoméi atual republica do benin.
Nação: jejê
Pedra: platina, ouro branco, chumbo e  Ametista.
Folhas: Folha-da-costa, folha de mostarda, manacá, ojú oro, oxibatá, papoula roxa, quarana
Domínios: Vida e morte, saúde e maternidade
Saudação: Salúba !!! salúba E !!! E SALÚBA E NÁNÃ

ITÃN de NÁNÃ BOROKÊ

 A VODUN NÁNÃ BOROKÊ era a rainha de um povo e que tinha poder sobre os mortos. Para roubar esse poder, Osalá desposou-a, mas não ligava para ela. NÁNÃ BOROKÊ, então, fez um feitiço para ter um filho. Tudo aconteceu como ela queria mas, por causa do feitiço, o filho, SAPANÃ nasceu todo deformado. Horrorizada, NÁNÃ BOROKÊ jogou-o no mar para que morresse. Como castigo pela crueldade, quando NÁNÃ BOROKÊ engravidou de novo, Orun-milá disse que o filho seria lindo mas se afastaria dela para correr mundo. Assim, nasceu Osumaré, que durante seis meses do ano vive no céu como o arco-íris, e nos outros seis é uma cobra que se arrasta no chão.

Em outra ITÃN, conta-se que, na aldeia chefiada por NÁNÃ BOROKÊ, quando alguém cometia um crime, era amarrado a uma árvore. NÁNÃ BOROKÊ então chamava os Eguns para assustá-lo. Ambicionando esse poder, Osalá foi visitar NÁNÃ BOROKÊ e deu-lhe uma poção que fez com que ela se apaixonasse por ele. NÁNÃ BOROKÊ dividiu o reino com ele, mas proibiu a sua entrada no Jardim dos Eguns. Osalá então espionou-a e aprendeu o ritual de invocação dos mortos. Depois, disfarçando-se de mulher com as roupas de NÁNÃ BOROKÊ, foi ao jardim e ordenou aos Eguns que obedecessem "ao homem que vivia com ela" (ele mesmo). Quando NÁNÃ BOROKÊ descobriu o golpe, quis reagir mas, como estava apaixonada, acabou aceitando deixar o poder com o marido. Hoje no Culto aos Egungun só os homens são iniciados para invocar os Eguns.
Uma terceira lenda refere que, certa vez, os Orisás se reuniram e começaram a discutir qual deles seria o mais importante. A maioria apontava ÒGÚN, considerando que ele é o Orisá do ferro, o que deu à humanidade o conhecimento sobre o preparo e uso das armas de guerra, dos instrumentos para agricultura, caça e pesca, e das facas para uso doméstico e ritual. Somente NÁNÃ BOROKÊ discordou e, para provar que ÒGÚN não era tão importante assim, torceu com as próprias mãos o pescoço dos animais destinados ao sacrifício em seu ritual. É por isso que os sacrifícios para NÁNÃ BOROKÊ não podem ser feitos com instrumentos de metal...(NOS DIAS DE HOJE PASSOU-SE A USAR SIM O OBÉ EM MAIS DE 70 DOS ILÈS)
ITÃN DE NÁNÃ BOROKÊ

ÒGÚN precisava atravessar um campo que fazia limites com as terras de NÁNÃ BOROKÊ. O terreno era pantanoso e traiçoeiro, mas para ÒGÚN não tinha tempo ruim e ele decidiu-se a ir por ali mesmo. Quando iniciava a jornada, escutou a voz de NÁNÃ BOROKÊ que determinava:
- Estas terras tem dono rapaz, peça liicença para passar!
ÒGÚN não se curvaria a ninguém e respondeu:
-
ÒGÚN não pede nada a ninguém. ÒGÚN toma e não será uma mulher  que irá me deter!
NÁNÃ BOROKÊ ainda determina mais uma vez que
ÒGÚN peça licença e ÒGÚN não a atende embrenhando-se pântano a dentro. NÁNÃ BOROKÊ então, ordena ao pântano que tragasse e matasse ÒGÚN que é obrigado a usar de toda a sua força para livrar-se e salvar a própria vida.ÒGÚN teve de recuar, mas bradou!
- Tu és poderosa, vou procurar outro ccaminho, mas antes vou encher seu pântano de ponta de metal duro e afiado que cortará sua carne se tentar passar por ele também.
NÁNÃ BOROKÊ respondeu:
- Tu és forte e valoroso, mas precisa aprender a respeitar a terra dos outros. Por minhas terras não passarás, garanto!
E a partir desse dia, NÁNÃ BOROKÊ  aboliu em suas terras o uso de metais em suas terras.


ITÃN DE COMO NÁNÃ BOROKÊ Ajudou na Criação do Homem
Dizem que quando “OLORUN” encarregou OSALÁ de fazer o mundo e modelar o ser humano, o orisá tentou vários caminhos. Tentou fazer o homem de ar, como ele. Não deu certo, pois o homem logo se desvaneceu. Tentou fazer de pau, mas a criatura ficou dura. De pedra ainda a tentativa foi pior. Fez de fogo e o homem se consumiu. Tentou azeite, água e até vinho-de-palma, e nada. Foi então que NÁNÃ BOROKÊ veio em seu socorro, apontou para o fundo do lago com seu ibiri, seu cetro e arma, e de lá retirou uma porção de lama.
NÁNÃ BOROKÊ deu a porção de lama a Osalá, o barro do fundo da lagoa onde morava ela, a lama sob as águas, que é NÁNÃ BOROKÊ.
Osalá criou o homem, o modelou no barro, com um sopro de “OLORUN” ele caminhou, com a ajuda dos orixás povoou a terra. Mas tem um dia que o homem morre e seu corpo tem que retornar à terra, voltar à natureza de NÁNÃ BOROKÊ.
NÁNÃ BOROKÊ deu a matéria no começo, mas quer de volta no final tudo o que é seu.
OBS: NÁNÃ BOROKÊ FAZ TRANSPARECER
A BELEZA DO INTERIOR HUMANO, ESTÁ VODUN ENALTECE O QUÊ TEMOS DE MAIS PROFUNDO E NOS OBRIGA À REFLETIR SOBRE O TEMPO NO SENTIDO DO QUÊ JÁ VIVEMOS, DE COMO ESTAMOS VIVENDO E DE COMO PODEMOS APRIMORAR O TEMPO QUÊ AINDA NOS RÉSTA E
DESTE MÓDO NOS TORNANDO MAIS HUMANOS.

INFELIZMENTE ALGUNS BÁBÁÒLÒÒRÌSÁS YÁÒLÒÒRÌSÁS TEEM O PÉSSIMO ABITO DE DIZEREM AOS QUATRO VENTO QUÊ NÃO SE DEVE FAZER ÉSTA VODUN NA CABEÇA DE NINGUÉM OU QUÊ AS PESSOAS DE NÁNÃ BOROKÊ NÃO VÃO PARA FRENTE NA VIDA, TUDO ISTO É BALÉLA, UM TREMENDO ABSURDO, POIS COMO QUALQUÉR OUTRO VODUN, ORISÁ OU INKICE, ESTÁ VODUN É MARAVILHÓSA E SÓ VEM HÀ SOMAR JUNTO AOS OUTROS VODUNS, ORÍSÁS E INKICES,  TRAZENDO ASSIM SÓMENTE BENÉCIAS EM NÓSSAS VIDAS.
MAIS UMA VEZ VENHO ATÉ VOCÊS MEUS QUERIDOS IRMÃOS DE FÉ E SIMPATIZANTES DE
NOSSAS RELIGIÕES AFRO EM TODO O BRASIL PARA VOS AGRADECER PELO APOIO QUE TEEM DADO A ESTE BLOG ATRAVÉZ DE COMENTARIOS E E_MAILS, ESPERO MAIS UMA VES TER SIDO UTIL À TODOS ATRAVÉZ DO MEU CONHECIMENTO E DAS MINHAS PESQUISAS.

*OLORUN* MODUPÉ !!!
KOLOFÉ *OLORUN* À TODOS !!!

*BÁBÁÒLÒÒRÌSÁ OBÁ OMÍ D’ YEMANJÁ*

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

SAPANÃ O VODUN FEITICEIRO !!!

SAPANÃ !!!
O VODUN DO PODER O DONO DA FEITIÇARIA E
DAS DOENÇAS.
NA REALIDADE SAPANÃ É UM VODUN DAS NAÇÕES JEJE, ÚNICO FILHO DE VENTRE DA VODUN NANÃ BOROKE CRIADO POR ORISÁ YEMANJÁ
E LEVADO A VIVER NA NIGÉRIA AONDE SEU CULTO SE DIFUNDIU POR TODA Á AFRICA.
O FATO DE TER SIDO LEVADO PARA A NIGÉRIA
FOI QUÊ CRIOU ESTÁ POLEMICA SOBRE SUA ORIGEM E SEU NOME, NA REALIDADE AO SER LEVADO PARA NIGÉRIA E DEVIDO AO SEU CARATER DE TEMIDO GUERREIRO E GRANDE FEITICEIRO
LEVOU O POVO DO LUGAR A TEMER PRONUNCIAR SEU NOME: (SAPANÃ) E PASSARAM
A CHAMA-LO POR NOMES COMO OBAOLUAYE: (OBALUAYE= REI SENHOR DONO DA TERRA) OU OMULÚ= O FILHO DO SENHOR, O QUÊ NA REALIDADE É COMO SE FOSSE (NO KANDOMBLÉ)
QUALIDADES DE SAPANÃ.
MAIS TARDE YEMANJÁ LEVA SEU FILHO DE VOLTA AO AO BENIN PARA RECONCILIA-LO
COM SUA MÃE DE VENTRE NANÃ BOROKE,
DESTA RECONCILIAÇÃO SE DÁ A VOLTA DO CULTO A SAPANÃ EM SEU PAIS DE ORIGEM
E TAMBÉM SE INSTALA A CONFUSÃO SOBRE A ORIGEM DESTE VODUN, QUE NA REALIDADE É
DE ORIGEM JEJE, MÁS CRIADO NA NÍGÉRIA,
AONDE RECEBEU OUTROS NOMES, MÁS DEPOIS VOLTA A SUA TERRA  NATAL AONDE FIRMA SEU
CULTO,  QUE FIQUE BEM CLARO QUE SEU
VERDADEIRO NOME É SAPANÃ E QUE OBALUAYE
E OMULU SÃO SEUS NOMES EM OUTRAS TERRAS
E AO MESMO TEMPO TORNARAM-SE QUALIDADES DESTE VODUN, E NÃO AO CONTRÁRIO COMO MUITAS NAÇÕES
NO BRAZIL QUEREM FAZER CRER.
 NAS NAÇÕES DO RIO GRANDE DO SUL: BATUQUE= (NAÇÕES DE: KABINDA, OYÓ,
JEJÊ, IJESÁ, NAGÔ E CONGO) SAPANÃ É UM VODUN MUITO AMADO E RESPEITADO, CONSIDERADO O REI DA NAÇÃO JEJÊ, VODUN
DONO DA FEITIÇARIA, DAS DOENÇAS E DAS PESTES, DA CLARESA E DE TUDO QUE É LIGADO
A TERRA POIS ELE É O SENHOR ABSOLUTO DA MESMA, ESTE FATO O LIGA ESTREITAMENTE A
AGRICULTURA, ESTÁ LIGADO TAMBÉM AO OCULTISMO E A MEDICINA.
A definição DO VODUN SAPANÃ é dada por Pierre Verger no livro Orisás da Editora Corrupio: O VODUN SAPANÃ nasceu em Empe, no território Tapa, também chamado, Nupe. Era um guerreiro terrível que, seguido de suas tropas, percorria o céu e os quatro cantos do mundo. Ele massacrava sem piedade aqueles que se opunham à sua passagem. Seus inimigos saíam dos combates mutilados ou morriam de peste."
VODUN SAPANÃ - segundo pesquisadores Obaluaiyê ou Omulu; SÃO QUALIDADES DESTE VODUN  da varíola, e de todas as doenças de pele, tanto pode provocá-las quanto curar as enfermidades, é cultuado na maioria dos ILÈS ASÉS do Brasil sendo muito respeitado e temido por todos seguidores das Religiões Afro-brasileiras.
Costuma-se dizer que o nome Sapanã é tabu, preferindo-se referir-se a ele como Obaluaiyê ou Omolu, ainda que no Batuque do Rio Grande do Sul este nome seja pronunciado sem temor e neste
Estado seu nome é pronunciado como realmente
É: SAPANÃ.
Em alguns lugares do BRASIL, ERRONEAMENTE
Sapanã seria simplesmente uma das "qualidades" ou manifestações de Obaluaiyê e de Omulu, estreitamente ligado ao fogo e à sexualidade.

Sakpata - é a denominação fon do Vodum do panteão da terra. É o grande Ayi-vodun dos Ewe-fon, por isso intitulado Ayinon (o dono da terra). Considerado filho mais velho de Mawu ele é enfim, o Rei do Mundo, originariamente vodun senhor da varíola e, por extensão, de inúmeras enfermidades contagiosas que deformam o corpo. Todo o povo fon o teme enormemente e o cultua fervorosamente e possui uma grande quantidade de representações, cada uma sendo um aspecto de doenças e infecções.
A tradição aponta a origem do culto de Sakpatá na localidade de Kpeyin Vedji, um enclave iorubá dentro do território mahi a noroeste de Abomei. Desta dupla procedência permanece a curiosidade de que Sakpatá é considerado uma divindade iorubá ("nagô") pelos fon e gun ("jêje") pelos iorubás.
Kohossú, cujo nome significa "Rei da Lama" é o pai de todos os Sakpatás;
Nyohwe Ananú, dona da água parada que mata de repente é a mãe, e são ambos filhos de Nà Buùku.
Da Zodji, envia a disenteria e os vômitos, considerado o mais velho de todos. Ele não tem braços ou pernas e é carregado numa padiola, mas tem o poder da invisibilidade e, apesar do defeito físico, comanda todos os Sakpatás.
Da Langan come a carne das pessoas ainda vivas.
Da Sinji traz as inchações e tromboses.
Aglossuntó é responsável pelas feridas e chagas que nunca cicatrizam.
Adohwan castiga perfurando os intestinos.
Avimadjé é o que leva as almas dos que morreram punidos por Sakpatá.
Bossu-Zohon é o grande feiticeiro.
Alogbê possui cinco braços e é ligado aos tohossú
Adan Tanyi é filho de Da Zodji, e traz a lepra.
Suvinengué um abutre com cabeça humana e é filho de Da Langan.

Existem várias outras denominações: Agbologbodji, Tonekpó, Gbazu, Ahossú Ganhwa, Kpadadadaligbo (que é fêmea) etc., cujos nomes, atribuições e lugar dentro da "família" varia de região para região.
Uma outra tradição conta que Sakpatá é uma divindade dupla, tanto macho como fêmea. O macho sendo Da Zodji e a fêmea sua irmã Nyohwe Ananu, gêmeos nascidos do primeiro parto da entidade andrógina Mawu-Lissá.

Sakpatá é cultuado em seus templos sob um aspecto duplo. Possui o aspecto Jeholú ("Rei das Jóias", que seriam as pústulas trazidas pela varíola) que é tratado internamente e não recebe sacrifícios de sangue diretamente, mas é lustrado com uma mistura de sangue e azeite de dendê e envolto por panos. O aspecto Zun-holú ("Rei da Floresta") fica do lado de fora, recebe os sacrifícios de sangue diretamente sobre ele e é coberto por rodilhas de ramos secos da palmeira de ráfia (Raffia vinifera) palha-da-costa, e é um montículo que pode ser mais alto do que um homem. Os sacerdotes e fiéis o tratam como um ente vivo, o reverenciam, abraçam, etc. Zun-holú de tamanhos mais modestos podem ser vistos diante dos hunkpame de outros voduns, sobretudo nos de Heviossô.
A iniciação de Sakpatá entre os fon consiste em duas partes. Na primeira e mais longa, os neófitos permanecem no hunkpame vários meses submetendo-se a disciplina rígida de silêncios, jejuns, aprendizagem de cânticos e danças rituais e nesta eles são chamados de agamassi. No final desta fase, as famílias juntam dinheiro para realizar um grande ritual, no qual os neofitos morrem simbolicamente e ficam escondidos por três dias dos olhos de todos, e depois são trazidos para fora enrolados em mortalhas e são publicamente "ressucitados" pelo Aklunon (ministro do culto). A partir daí eles recebem seus nomes de iniciação e passam a ser chamados de anagonu, por causa da acreditada origem nagô do vodun; ou "Azonsi", que em francês se escreve azonsu
No antigo Reino do Daomé, o culto de Sakpatá era olhado com suspeita, às vezes banido (e o foi, definitivamente, de Abomei). Uma vodunsi de Sakpatá não pode ser dada como esposa para o rei, e havia sempre a suspeita maior de que seus sacerdotes espalhavam deliberadamente a doença para aumentar seu poder. Mas outra questão importante neste caso é o fato de que Sakpatá abertamente desafia o poder real portando os títulos de Ayinon e Jeholú, que são títulos que o rei também possui.
SAPANÃ
VODUN masculino das doenças, em especial de pele, e da varíola., VODUN da varíola e da peste, cujo nome é considerado tabu. Filho de Nanã,IRMÃO DE OSUMARE, ELEGBARÁ, YEWA
E LOKÔ, SAPANÃ ficou muito doente e fraco e foi por ela abandonado,  SENDO CRIADO E AMADO por YEMANJÁ COMO SENDO  SUA  MÃE VERDADEIRA. É representado com o rosto e o corpo cobertos por véus e vestes de palha, porque para os humanos é proibido ver seu rosto, e pelo respeito que devemos a este poderosíssimo VODUN. Quando se incorpora, dança em convulsões e tremendo(QUANDO DA SUA PASSAGEM DE SAPANÃ SAKPATÁ, alquebrado, com grande sofrimento Dependendo da qualidade, é considerado companheiro inseparável de Ogun (orisá da guerra) E DO VODUN ELEGBARÁ: costuma-se chamá-lo de "homem da encruzilhada". É um dos VODUNS  mais prestigiados no Brasil.
É o Sol, a quentura e o calor do astro rei. É o Senhor das pestes, das moléstias contagiosas, ou não. É o rei da Terra, do interior da Terra. Está no organismo, no funcionamento do organismo. Na dor que sentimos pelo mau funcionamento dos órgãos, ou por uma queda, corte ou queimadura. Rege a saúde, os órgãos e o funcionamento destes. Ele trata do interior, fundamentalmente, mas cuida também da pele e de suas moléstias.
Sakpata - é a denominação fon do Vodum do panteão da terra. É o grande Ayi-vodun dos Ewe-fon, por isso intitulado Ayinon (o dono da terra). Considerado filho mais velho de Mawu ele é enfim, o Rei do Mundo, originariamente vodun senhor da varíola e, por extensão, de inúmeras enfermidades contagiosas que deformam o corpo. Todo o povo fon o teme enormemente e o cultua fervorosamente e possui uma grande quantidade de representações, cada uma sendo um aspecto de doenças e infecções.
A tradição aponta a origem do culto de Sakpatá na localidade de Kpeyin Vedji, um enclave iorubá dentro do território mahi a noroeste de Abomei. Desta dupla procedência permanece a curiosidade de que Sakpatá é considerado uma ORISÁ PELOS iorubá ("nagô") E UM VODUN pelos fon e gun ("jêje") TAMBÉM CHAMADO DE: Kohossú, cujo nome significa "Rei da Lama" é o pai de todos os Sakpatás;
Nyohwe Ananú SERIA SUA IRMÃ, dona da água parada que mata de repente, e são ambos filhos de NàNÃ Buùku.
SAKPATÁ Da Zodji, envia a disenteria e os vômitos, considerado o mais velho de todos., E tem o poder da invisibilidade  e comanda todos os Sakpatás.
Da Langan come a carne das pessoas ainda vivas.
Da Sinji traz as inchações e tromboses.
Aglossuntó é responsável pelas feridas e chagas que nunca cicatrizam.
Adohwan castiga perfurando os intestinos.
Avimadjé é o que leva as almas dos que morreram punidos por Sakpatá.
Bossu-Zohon é o grande feiticeiro.
Alogbê possui cinco braços e é ligado aos tohossú
Adan Tanyi é filho de Da Zodji, e traz a lepra.
Suvinengué um abutre com cabeça humana e é filho de Da Langan.
Existem várias outras denominações: Agbologbodji, Tonekpó, Gbazu, Ahossú Ganhwa, Kpadadadaligbo (que é fêmea) etc., cujos nomes, atribuições e lugar dentro da "família" varia de região para região.
Uma outra tradição conta que Sakpatá é uma divindade dupla, tanto macho como fêmea. O macho sendo Da Zodji e a fêmea sua irmã Nyohwe Ananu, gêmeos nascidos do primeiro parto da entidade andrógina Mawu-Lissá.
Sakpatá é cultuado em seus templos sob um aspecto duplo. Possui o aspecto Jeholú ("Rei das Jóias", que seriam as pústulas trazidas pela varíola) que é tratado internamente e não recebe sacrifícios de sangue diretamente, mas é lustrado com uma mistura de sangue e azeite de dendê e envolto por panos. O aspecto Zun-holú ("Rei da Floresta") fica do lado de fora, recebe os sacrifícios de sangue diretamente sobre ele e é coberto por rodilhas de ramos secos da palmeira de ráfia (Raffia vinifera) palha-da-costa, e é um montículo que pode ser mais alto do que um homem. Os sacerdotes e fiéis o tratam como um ente vivo, o reverenciam, abraçam, etc. Zun-holú de tamanhos mais modestos podem ser vistos diante dos hunkpame de outros voduns, sobretudo nos de Heviossô.

A iniciação de Sakpatá entre os fon consiste em duas partes. Na primeira e mais longa, os neófitos permanecem no hunkpame vários meses submetendo-se a disciplina rígida de silêncios, jejuns, aprendizagem de cânticos e danças rituais e nesta eles são chamados de agamassi. No final desta fase, as famílias juntam dinheiro para realizar um grande ritual, no qual os neofitos morrem simbolicamente e ficam escondidos por três dias dos olhos de todos, e depois são trazidos para fora enrolados em mortalhas e são publicamente "ressucitados" pelo Aklunon (ministro do culto). A partir daí eles recebem seus nomes de iniciação e passam a ser chamados de anagonu, por causa da acreditada origem nagô do vodun; ou "Azonsi", que em francês se escreve azonsu
No antigo Reino do Daomé, o culto de Sakpatá era olhado com suspeita, às vezes banido (e o foi, definitivamente, de Abomei). Uma vodunsi de Sakpatá não pode ser dada como esposa para o rei, e havia sempre a suspeita maior de que seus sacerdotes espalhavam deliberadamente a doença para aumentar seu poder. Mas outra questão importante neste caso é o fato de que Sakpatá abertamente desafia o poder real portando os títulos de Ayinon e Jeholú, que são títulos que o rei também possui.
Nomes DADOS AO VODUN SAPANÃ EM OUTRÁS NAÇÕES
Obàluáyê "Rei senhor da Terra", Omolu "Filho do Senhor", Sakpata "Dono da Terra" são os nomes dados a Sànpònná (um título ligado a grande calor o sol - também é conhecido como (Babá Igbona = pai da quentura)VODUN da varíola e das doenças contagiosas, é ligado simbolicamente ao mundo dos mortos. Outra corrente os define como: Obàluáyê: Obá - ilu; aiye; Rei, dono, senhor; da vida; na terra; Omolu; Omo-ilu e OMOLU: FILHO DO SENHOR E  Rei, dono, senhor; da vida.
Dança: GEJÔ
E Opanijé (cuja tradução é: ele mata qualquer um e come), dança curvado para frente, como que atormentado por dores, e imitam seu sofrimento, coceiras e tremores de febre.
Tem como emblema o Sasará (Sàsàrà), espécie de cetro de mão, feito de nervuras da palha do dendezeiro, enfeitado com búzios e contas, em que ele capta das casas e das pessoas as energias negativas, bem como "varre" as doenças, impurezas e males sobrenaturais. Esta representação nos mostra sua ligação a terra. Na Nigéria os Owo Érindínlogun adoram Obàluáyê e usam, no punho esquerdo, uma tira de Igbosu (pano africano) onde são costurados cauris esó (búzios).
Vestimenta
A vestimenta é feita de ìko, é uma fibra de ráfia extraída do Igí-Ògòrò, a palha da costa , elemento de grande significado ritualístico, principalmente em ritos ligados a morte e o sobrenatural, sua presença indica que algo deve ficar oculto. É composta de duas partes o "Filá" e o "Azé", a primeira parte, a de cima que cobre a cabeça é uma espécie de capuz trançado de palha-da-costa, acrescido de palhas em toda sua volta, que passam da cintura, o Azé , seu asó-ìko (roupa de palha) é uma saia de palha da costa que vai até os pés em alguns casos, em outros, acima dos joelhos, por baixo desta saia vai um Xokotô, espécie de calça, também chamado "cauçulú", em que oculta o mistério da morte e do renascimento. Nesta vestimenta acompanha algumas cabaças penduradas, onde supostamente carrega seus remédios. Ao vestir-se com ìko e cauris, revela sua importância e ligação com a morte. A palha da costa é mais encontrada no norte do Brasil.
A festa anual DO VODUN SAPANÃ é o [Olubajé] (Comida do rei senhor). São feitas e destribuídas no mínimo nove iguarias da culinária afro brasileira (comida ritual), seus "filhos" devidamente "ocupados" e paramentados oferecem  aos convidados e assistentes, em folhas de mamona [ilará] ou bananeira (aguêde), no sentido de prolongar a vida e trazer saúde .
Seu parentesco com OS VODUNS OSUMARÊ E LOKO é observado em QUASE TODAS AS NAÇÕES NO BRASIL (vindo de [Aise] segundo uns e [Adja Popo] segundo outros), onde pode se ver uma lança (oko SAPANÃ) cravada na terra, esculpida em madeira onde figuram esses três personagens superpostas, também em Fita próximo de [Pahougnan], território [Mahi], onde o rei Oba Sereju, recebera o fetiche Moru, três fetiches ao mesmo tempo Moru (SAPANÃ), [Dan] (Oxumare) e seu filho [Loko]

Brasil

No Brasil é conhecido como SAPANÃ NAS NAÇÕES DO RIO GRANDE DO SUL= (BATUQUE) E DO NORTE E PARTE DO NORDESTE DO BRASIL, NAS NAÇÕES JEJÊ, Obaluaiyê E OMULU no Kandomblé, como Obaluaê na Umbanda. Obaluaiê no Xambá. Seus filhos são sérios, calados, as vezes alegres e ingênuos demais, porém são observadores e espertos. Também seus filhos tem muitos problemas de saúde. É sincretizado como São Roque na forma de Obaluaiyê. Na forma mais velha de Omulu, é sincretizado como São Lázaro.

definição de Sapanã é dada por Pierre Verger no livro Orixás da Editora Corrupio: Sapanã nasceu em Empe, no território Tapa, também chamado, Nupe. Era um guerreiro terrível que, seguido de suas tropas, percorria o céu e os quatro cantos do mundo. Ele massacrava sem piedade aqueles que se opunham à sua passagem. Seus inimigos saíam dos combates mutilados ou morriam de peste."
SAPANÃ é o VODUN da varíola, e de todas as doenças de pele, tanto pode provocá-las quanto curar as enfermidades, é cultuado na maioria dos terreiros do Brasil sendo muito respeitado e temido por todos seguidores das Religiões Afro-brasileiras.
Costuma-se dizer que o nome Sapanã é tabu, preferindo-se referir-se a ele como Obaluaiyê ou Omolu, ainda que no Batuque do Rio Grande do Sul este nome seja pronunciado de maneira genérica

Um Itan de SAPANÃ

Assim, chegou Sapanã em território Mahi, no Daomé. A terra dos Mahis abrangia as cidades de Savalu e Dassa Zumê no Benim.
Quando souberam da chegada iminente de Sapanã, os habitantes desta região, apavorados, consultaram um adivinho. E assim ele falou:- "Ah! O Grande Guerreiro chegou de Empê! Aquele que se tornará o senhor do país! Aquele que tornará esta terra rica e próspera, chegou! Se o povo não o aceitar, ele o destruirá!
É necessário que supliquem a Sapanã que os poupe. Façam-lhe muitas oferendas; todas as que ele goste:ABADO=MILHO TORRADO, DOBÚRU= PIPOCA, AMENDOIN TORRADO, E, inhame pilado, feijão, farinha de milho, azeite de dendê, picadinho de carne de bode e muito, muito DOBURÚ= pipoca!
Será necessário também que todos se prosternem diante dele, que o respeitem e o sirvam. Logo que o povo o reconheça como pai, Sapanã não o combaterá, mas protegerá a todos!"
Quando Sapanã chegou, conduziu seus ferozes guerreiros, os habitantes de Savalu e Dassa Zumê no Benim reverenciaram-no, encostando suas testas no chão, e saudaram-no:
“ABAWÔ” "Totô hum! Totô hum! Atotô! Atotô!"

Respeito e Submissão!

Sapanã aceitou os presentes e as homenagens, dizendo: "Está bem! Eu os pouparei! Durante minhas viagens, desde Empê, minha terra natal, sempre encontrei desconfiança e hostilidade. Construam para mim um palácio. É aqui que viverei a partir de agora!"
Sapanã instalou-se assim entre os Mahis. O país prosperou e enriqueceu e o Grande Guerreiro não voltou mais a Empê, no território Tapá, também chamado Nupê.
Sapanã é considerado o deus da varíola e das doenças contagiosas. Ele tem também o poder de curar. As doenças contagiosas são, na realidade, punições aplicadas àqueles que o ofenderam ou conduziram-se mal. Seu verdadeiro nome é perigoso demais pronunciar. Por prudência, é preferível chamá-lo Obaluaiyê, o "Rei, Senhor da Terra" ou Omolu, o "Filho do Senhor".
Quando Sapanã instalou-se entre os Mahis recebeu, em uma nova terra, o nome de Sakpatá. Aí, também, era preferível chamá-lo Ainon, o "Senhor da Terra", ou, então, Jeholú, o "Senhor das pérolas".
O fato de ser chamado Jeholú e Ainon causou mal-entendidos entre Sakpatá e os reis do Daomé, pois eles também usavam estes títulos.
Enciumados, os Jeholú de Abomey expulsaram, várias vezes, Jeholú Ainon do Daomé e obrigaram-no a voltar momentaneamente, à terra dos Mahis.
Jeholú Ainon vingou-se: vários reis daomeanos morreram de varíola! Abawo e  Atotô! é a sua saudação.

Saudação do VODUN SAPANÃ: ABAWO!!!  ATOTO E ATOTO HUM !!!Dia da Semana: Quarta-feiraNúmero: 07, 09 e seus múltiplosCor: Vermelho e preto, roxo com preto ou lilas com brancoFIOS DE CONTAS: 1em1, dependendo da qualidade do orixá varia a cor.
COMIDA PRINCIPAL:DOBURÚ= (Pipoca), feijão PRETO torrado, amendoim TORRADO, ABADO= milho torrado
Qualidades:
SAPANÃ JUBÍTEÍ ou Jagun Agbagba = ligação com Oyá (cor preto e vermelho 1 EM 1)
Sapanã Jubetei ou Arawe/Arapaná = ligação com oyá (lilás com branco 1 EM 1)
SAPANÃ BELUJÁ: preto e vermelho de um em umSAPANÃ/Sapata/Sakpatá = O MAIS VÉLHO, (preto e vermelho 9 EM  9)SAPANÃ: Savalu/Sapekó (ligação com Nana) = muito raro, este VODUN praticamente não se vê nos templos (roxo)SAPANÃ: Gama ou Arinwarun (wariwaru) = título de SAPANÃ (lilás e branco 1 EM 1)SAPANÃ: Azoani = ligação com Yemanjá e Oyá (preto com vermelho 1 EM 1)IGBÁ= (VASILHA): OBERÓ=(ALGUIDAR), PORONGO
PORÉM NA VERDADE SÃO SÓMENTE 3 ÁS QUALIDADES DE SAPANÃ MAIS CULTUADAS
NO RIO GRANDE DO SUL. (SALVO ALGUMAS EXEÇÕES)
SAPANÃ JUBITEI.
SAPANÃ BELUJÁ.
SAPANÃ SAKPATÁ= (SAPATÁ).
PEDRA PRECIÓSA: ONIX, PÉROLASFERRAMENTAS: Sásárá, vassoura, cachimbo, revolver (todas armas de fogo), favas, moedas e búzios.AVES: AKIKÓ Carijó, AKIKÓ VERMELHO E PRETO QUATRO PÉS:CARNEIRO E OU Cabrito Branco
METAL: chumbo.
CORES: Preto, branco e vermelho.
PARTES DO CORPO: a pele e os sangue, CRANIO E A LINGUA.
ELEMENTOS DA NATUREZA: Terra e fogo do interior da Terra.
DOMÍNIOS: Doenças epidémicas, cura de doenças, saúde, vida e morte, FEITIÇARIA
Arquétipopessoas com tendências masoquistas, que gostam de exibir seus sofrimentos e as tristezas das quais tiram uma satisfação íntima. Pessoas que são incapazes de se sentirem satisfeitas quando a vida lhes corre tranquila. Podem atingir situações materiais invejáveis e rejeitar, um belo dia, todas essas vantagens por causa de certos escrúpulos imaginários. Pessoas que em certos casos sentem-se capazes de se consagrar ao bem-estar dos outros, fazendo completa abstração de seus próprios interesses e necessidades vitais"
 os filhos deste VODUN: tem o poder de enviar e curar doenças epidêmicas e individuais pelo que seu culto apresenta rígidas normas e proibições, para evitar que se encolerize. são pessoas extremamente pessimistas e teimosas que adoram exibir os seus sofrimentos, daqueles que procuram o caminho mais longo e difícil para atingir algum fim. Deprimidos e depressivos, são capazes de desanimar o mais otimista dos seres; acham que nada pode dar certo, que nada está bom. Às vezes, são doces, mas geralmente possuem manias de velho, como a rabugice. Gostam da ordem, gostam que as coisas saiam da maneira que planearam. Não são do tipo que levam desaforo para casa e se se sentirem ofendidos respondem no ato, não importa a quem. Pensam que só eles sofrem, que ninguém os compreende. Podem apresentar doenças de pele, marcas no rosto, dores e outros problemas nas pernas. adoram irritar as pessoas; alguns são lentos, exigentes e reclamam de tudo. São reprimidos, amargos e vingativos. É difícil relacionar-se com eles. Parece que são pessoas que possuem muitos defeitos e poucas qualidades, mas eles têm várias, e uma qualidade pode compensar qualquer defeito: são extremamente prestativos e trabalhadores. SABEM SER AGRADAVEIS E  São amigos de verdade.
OBS: não devemos nos esquecer de quê: em todas as qualidades e defeitos dos filhos e filhas de SAPANÃ dependem também da criação da pessoa bem como de seu junto quê influencia em muito seus filhos.
ITÃN DO NASCIMENTO DE SAPANÃ
Nanã era considerada a VODUN mais guerreira do Dahomei. Um dia, ela foi conquistar o reino do ORISÁ OSALÁ e se apaixonou por ele. Mas este não queria se envolver com outro Orixá que não fosse sua amada esposa Yemanjá. Por isso, explicou tudo A VODUN NANÃ, mas ela não se fez de rogada. Sabendo que Osalá adora vinho de palma, embriagou-o. Ele ficou tão bêbado que se deixou seduzir por Nanã, que acabou ficando grávida. Mas, por ter transgredido uma lei da natureza, deu à luz um menino horrível; não suportando vê-lo, lançou-o no rio. A criatura foi mordida por caranguejos, ficando toda deformada; por sua terrível aparência, passou a viver longe dos outros voduns,porém YEMANJÁ ao ver aquéle bebe sendo jogado ao rio imediatamente péga-o e trata curando-o assim de todas as suas enfermidades e deformidadese em seguda chama seu filho O ORISÁ OGUN e manda que ele faça uma roupa de MARIWO= RÁFIA PARA COBRIR ENTÃO O VODUN SAPANÃ. uma espécie de fibra de palmeira – que lhe cobriu todo o corpo. Com esse traje ele CRESCEU e passou a ir as festas e em uma destas festas ele despertou a curiosidade de todos, que queriam saber quem era o VODUN misterioso. YNHANÇÃ , a mais curiosa de todos, aproximou-se; nesse momento, formou-se um turbilhão e o vento levantou a palha, revelando um rapaz BELISSIMO. Desde então os dois O VODUN SAPANÃ E A ORISÁ YÁMESAN VIVEM juntos e reinam sobre os mortos. ABAWO BABÁ MÍ !!! = FORÇA E ASÉ MEU PAI !!!.Este VODUN é conhecido por sua fúria e vingança contra malfeitores e pessoas que tratam as coisas sem o devido respeito e honestidade, é muito respeitado em todas as Nações da África ao Brasil. Pertence a Sapanã todas as doenças materiais e espirituais, principalmente as doenças de pele, como varíola e a lepra, com estas normalmente castiga quem merece. Uma de suas missões no mundo material e espiritual, é varrer as coisas que não tem mais utilidade, por este e outros motivos, é um dos VODUNS que responde junto com os ORISÁS SÀNGÓ e YÁMESAN = (YNHANÇÃ) pelos processos de desencarnação, pelos cemitérios, pela destruição e em defesa dos espíritos maléficos.
Um Itãn de Sapanã
Assim, chegou
Sapanã em território Mahi, no Daomé. A terra dos Mahis abrangia as cidades de Savalu e Dassa Zumê no Benim.
Quando souberam da chegada iminente de
Sapanã, os habitantes desta região, apavorados, consultaram um adivinho. E assim ele falou:- "Ah! O Grande Guerreiro chegou de Empê! Aquele que se tornará o senhor do país! Aquele que tornará esta terra rica e próspera, chegou! Se o povo não o aceitar, ele o destruirá!
É necessário que supliquem a
Sapanã que os poupe. Façam-lhe muitas oferendas; todas as que ele goste: inhame pilado, feijão, farinha de milho, azeite de dendê, picadinho de carne de bode e muita, muita pipoca!
Será necessário também que todos se prosternem diante dele, que o respeitem e o sirvam. Logo que o povo o reconheça como pai, Sapanã não o combaterá, mas protegerá a todos!"
Quando
Sapanã chegou, conduziu seus ferozes guerreiros, os habitantes de Savalu e Dassa Zumê no Benim reverenciaram-no, encostando suas testas no chão, e saudaram-no:
"Totô hum! Totô hum! Atotô! Atotô!"
Respeito e Submissão!
Sapanã aceitou os presentes e as homenagens, dizendo: "Está bem! Eu os pouparei! Durante minhas viagens, desde Empê, minha terra natal, sempre encontrei desconfiança e hostilidade. Construam para mim um palácio. É aqui que viverei a partir de agora!"
Sapanã instalou-se assim entre os Mahis. O país prosperou e enriqueceu e o Grande Guerreiro não voltou mais a Empê, no território Tapá, também chamado Nupê.Sapanã é considerado o deus da varíola e das doenças contagiosas. Ele tem também o poder de curar. As doenças contagiosas são, na realidade, punições aplicadas àqueles que o ofenderam ou conduziram-se mal. Seu verdadeiro nome é perigoso demais pronunciar. Por prudência, é preferível chamá-lo Obaluaiyê, o "Rei, Senhor da Terra" ou Omolu, o "Filho do Senhor".
Quando
Sapanã instalou-se entre os Mahis recebeu, em uma nova terra, o nome de Sakpatá. Aí, também, era preferível chamá-lo Ainon, o "Senhor da Terra", ou, então, Jeholú, o "Senhor das pérolas".
O fato de ser chamado Jeholú e Ainon causou mal-entendidos entre Sakpatá e os reis do Daomé, pois eles também usavam estes títulos.
Enciumados, os Jeholú de Abomey expulsaram, várias vezes, Jeholú Ainon do Daomé e obrigaram-no a voltar momentaneamente, à terra dos Mahis.
CONCLUSÃO: O VODUN SAPANÃ É UM
VODUN ESPECIAL E MUITO LIGADO A
JUSTIÇA ALÉM DA LUZ DA FORÇA DAS
DOENÇAS, CURAS E FEITIÇARIAS,
TAMBÉM AO NASCIMENTO E MORTE,
AO CRESCIMENTO INTERIOR,
AJUADANDO TAMBÉM NA FALA
POIS É DONO DA LINGUA,AOS
MISTÉRIOS NOS AJUDANDO ASSIM
NA VISÃO EM RELAÇÃO AOS BUZIOS,
NOS AJUDA TAMBÉM EM RELAÇÃO
A CABEÇA POIS É DONO DO CRANIO E
MUITAS OUTRÁS MARAVILHAS.
QUERIDOS IRMÃOS DE FÉ ESPERO TER SATISFEITO À TODOS COM UM POUCO DO MEU CONHECIMENTO E PESQUISA !!!
MODUPÉ OLORUN !!!
KOLOFÉ OLORUN A TODOS !!!












BÁBÁÒLÒÒRÌSÁ OBÁ OMÍ D’ YEMANJÁ !!!