sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

NÁNÃ BOROKÊ A MÃE DA ANCESTRALIDADE !!!

NÁNÃ BOROKÊ A SENHORA DO COMEÇO E DO FIM
NAÇÕES CULTUADAS NO RIO GRANDE DO SUL:
KABINDA- OYÓ- JEJÊ- IJESÁ- NAGÔ E CONGO
NÁNÃ BOROKÊ, Nanã Buruku (ou Nanã, Nanã Buluku, Nanã Buru, Nanã Boroucou, Nanã Borodo, Anamburucu, Nanã Borutu), é um nome pertinente a um vodun das chuvas, dos mangues, do pântano, da lama (barro molhado), senhora da Morte, e responsável pelos portais de entrada (reencarnação) e saída (desencarne). Identificado no jogo do merindilogun, representado materialmente pelas NAÇÕES AFRO-BRASILEIRAS através do assentamento sagrado denominado DE: IGBÁ DE NÁNÃ BOROKÊ = (ACENTAMENTO).
Em sua passagem pela Terra, foi a primeira Iyabá = (MÃE) e a mais vaidosa, em nome da qual desprezou seu filho primogênito com OSALÁ,  SAPANÃ, por ter nascido com várias doenças de pele. Não admitindo cuidar de uma criança assim, acabou abandonando-o numa praia, YEMANJÁ o achou abandonado, quase morrendo e o curou e o criou como se fosse sua mãe, dando todo o amor e carinho. Sabendo do que A VODUN NÁNÃ BOROKÊ  fez, OSALÁ condenou-a a ter mais filhos, os quais nasceriam anormais (OSUMARÊ- IROKÔ- YEWÁ E OSSAIN), e a expulsou do reino, ordenando-lhe que fosse viver num pântano escuro e sombrio, lugar onde pensou em abandonar seu pobre filho, mas desistiu, pois na praia seu filho morreria mais rápido.
A VODUN NANÃ BOROKÊ  é dona de um cajado, o ibiri. Suas roupas parecem banhadas em sangue, VODUN das águas paradas que mata de repente, ela mata uma cabra sem usar faca. É considerada o VODUN mais antigo do mundo. Quando ORUN-MILÁ chegou aqui para frutificar a terra, ela aqui já estava. NÁNÃ BOROKÊ desconhece o ferro por se tratar de um VODUN da pré-história, anterior à idade do ferro. O termo "NANAN" significa RAIZ, aquela que se encontra no centro da terra. NÁNÃ BOROKÊ  tornou-se uma das Iyabás mais temidas, tanto que em algumas tribos quando seu nome era pronunciado todos se jogavam ao chão. Senhora das doenças cancerígenas, está sempre ao lado do seu filho SAPANÃ. Protetora dos idosos, desabrigados, doentes e deficientes visuais. É um vodun, segundo alguns pesquisadores, originário de Dassa-Zoumé, é uma velha divindade das águas. Pierre Verger encontrou um Templo Dassa-Zoumé e o sacerdote do seu culto.
A área que abrange seu culto é muito vasta e parece estender-se de leste, além do rio Níger, até a região Tapá, a oeste, além do rio Volta, nas regiões dos "guang", ao nordeste dos Ashanti.
Entre os fon e mahi ela é considerada uma divindade hermafrodita, anterior a Mawu e Lissá, aos quais teria dado origem em associação com a "serpente do Universo" Dan Aido Hwedo. Para os ewes e minas, ela é às vezes vista como um vodun masculino (Nana Densu), esposo da grande mãe das águas Mami Wata.
NÁNÃ BOROKÊ é A VODUN  mais antiga das águas doces é a que dá vida e sobrevivência. NÁNÃ BOROKÊ  é o principio o meio e o fim; o nascimento a vida e a morte a energia desta VODUN é usada em problemas espirituais como:
Obsessores, kiumbas,  miasmas e também em cirurgias.
Brasil
NÁNÃ BOROKÊ  é cultuada nas NAÇÕES JEJÊ  como um vodun, das águas paradas, mangue, pântano, terra molhada, lama, e é a mãe dos VODUNS: SAPANÃ, IROKO, OSSAIN, OSUMARÊ E YEWÁ,
NÁNÃ BOROKÊ  é chamada carinhosamente de "Avó", por ser usualmente imaginada como uma anciã ( o quê me parece não ser a realidade, a questão de sua idade é só por ela estar aqui desde o inicio dos tempos da criação, até porquê voduns, orisás e inkices não envelhecem). É cultuada em todo o Brasil nas religiões Afro-brasileiras. Seu emblema é o Ibiri que caracteriza sua relação com os espíritos ancestrais. Como "Mãe-Terra Primordial" dos grãos e dos mortos, Nanã Buruku poderia ser equiparada à deusa greco-romana Deméter-Ceres-Cíbele.
A existência do culto de Nanã Buruku é atribuída a tempos remotos, anteriores à descoberta do ferro, por isso, em seus rituais, não costumam ser utilizados objetos cortantes de metal. ( o quê não se aplica mais nos dias de hoje, pois  em quase todo o brasil passou-se a usar o OBÉ)
O baobá ("Adansonia digitata L.", em iorubá ossê e em Fon akpassatin) é sua árvore sagrada.
No sincretismo afro-católico, Nanã Borokê, como é chamada é equiparada à Sant'Ana.
NÁNÃ BOROKÊ NO BATUQUÊ (NAÇÕES DE KABINDA, OYÓ, JEJÊ, IJESÁ, NAGÔ E CONGÔ - RS: Nanã no Batuque (Religião Afro-brasileira cultuada no rio grande do sul) é TRATADA(SIBÓLICAMENTE) COMO SE FOSSE UMA YEMANJÁ DAS MAIS VÉLHAS PELA IMPORTANCIA E RESPEITO QUÊ SE TEM À YEMANJÁ, embóra TODOS SAIBAMOS NO SUL
QUÊ ELA NÃO SEJÁ UMA YEMANJÁ.

Arquétipo

São conservadores e presos aos padrões convencionais estabelecidos pelos homens. Passam aos outros a aparência de serem calmos, mudando rapidamente de comportamento, tornando-se guerreiros e agressivos; quando então, podem ser perigosos, o que assusta as pessoas. Levam seu ponto de vista às últimas conseqüências, tornando teimosia. Quando mãe, são apegadas aos filhos e muito protetoras. São ciumentas e possessivas. Exigem atenção e respeito, são pouco alegre e não gostam de muita brincadeiras. Os filhos deste grande Orixá são majestosos e seguros nas ações e procuram sempre o caminho da sabedoria e da justiça.

QUALIDADES DE NÁNÃ BOROKÊ

  • Igbayin
  • Buruku
  • Igbónán
  • Asayio
  • Asanan
  • Insele
  • Tinoloko
  • Ajaosi
  • Ìkure
  • BOROKÊ
  • ABAOMÍ
  • BOMÍEMÍ
  • OLOBOMÍ
Dia: sábado
Data: 26 de Julho (dia dos avós no Brasil) Metal:
Cores: Branco lilás e roxo as veses branco rajado com azulão.
Comidas: Aberém, mugunzá, mostarda e taioba,
Caruru bem temperado e folhas de mostarda com
Arroz, e peixes de couro bem temperados e recheados.
Locais de oferenda: beira de lagos, pantanos, mangues
E cemiterios.
Ervas: gervão roxo, quaresmeira, viúvinha, folha da
costa, vassourinha, pinhão roxo, folha da fortuna, guanchuma, e outrás.
Sincretismo: sant’ana
Flores: palmas roxas, dálias, sempre viva, onze horas,
Rosas vermelhas.
Bebidas: suco de uvas rosadas e chanpanhe rose.
Velas: lilás, roxa, branca, e branca e roxa.
Símbolos: Ibiri e bradjá
Elementos: Águas paradas,lagos,mangues, pantanos e terra.
Região da África: Ex-Daoméi atual republica do benin.
Nação: jejê
Pedra: platina, ouro branco, chumbo e  Ametista.
Folhas: Folha-da-costa, folha de mostarda, manacá, ojú oro, oxibatá, papoula roxa, quarana
Domínios: Vida e morte, saúde e maternidade
Saudação: Salúba !!! salúba E !!! E SALÚBA E NÁNÃ

ITÃN de NÁNÃ BOROKÊ

 A VODUN NÁNÃ BOROKÊ era a rainha de um povo e que tinha poder sobre os mortos. Para roubar esse poder, Osalá desposou-a, mas não ligava para ela. NÁNÃ BOROKÊ, então, fez um feitiço para ter um filho. Tudo aconteceu como ela queria mas, por causa do feitiço, o filho, SAPANÃ nasceu todo deformado. Horrorizada, NÁNÃ BOROKÊ jogou-o no mar para que morresse. Como castigo pela crueldade, quando NÁNÃ BOROKÊ engravidou de novo, Orun-milá disse que o filho seria lindo mas se afastaria dela para correr mundo. Assim, nasceu Osumaré, que durante seis meses do ano vive no céu como o arco-íris, e nos outros seis é uma cobra que se arrasta no chão.

Em outra ITÃN, conta-se que, na aldeia chefiada por NÁNÃ BOROKÊ, quando alguém cometia um crime, era amarrado a uma árvore. NÁNÃ BOROKÊ então chamava os Eguns para assustá-lo. Ambicionando esse poder, Osalá foi visitar NÁNÃ BOROKÊ e deu-lhe uma poção que fez com que ela se apaixonasse por ele. NÁNÃ BOROKÊ dividiu o reino com ele, mas proibiu a sua entrada no Jardim dos Eguns. Osalá então espionou-a e aprendeu o ritual de invocação dos mortos. Depois, disfarçando-se de mulher com as roupas de NÁNÃ BOROKÊ, foi ao jardim e ordenou aos Eguns que obedecessem "ao homem que vivia com ela" (ele mesmo). Quando NÁNÃ BOROKÊ descobriu o golpe, quis reagir mas, como estava apaixonada, acabou aceitando deixar o poder com o marido. Hoje no Culto aos Egungun só os homens são iniciados para invocar os Eguns.
Uma terceira lenda refere que, certa vez, os Orisás se reuniram e começaram a discutir qual deles seria o mais importante. A maioria apontava ÒGÚN, considerando que ele é o Orisá do ferro, o que deu à humanidade o conhecimento sobre o preparo e uso das armas de guerra, dos instrumentos para agricultura, caça e pesca, e das facas para uso doméstico e ritual. Somente NÁNÃ BOROKÊ discordou e, para provar que ÒGÚN não era tão importante assim, torceu com as próprias mãos o pescoço dos animais destinados ao sacrifício em seu ritual. É por isso que os sacrifícios para NÁNÃ BOROKÊ não podem ser feitos com instrumentos de metal...(NOS DIAS DE HOJE PASSOU-SE A USAR SIM O OBÉ EM MAIS DE 70 DOS ILÈS)
ITÃN DE NÁNÃ BOROKÊ

ÒGÚN precisava atravessar um campo que fazia limites com as terras de NÁNÃ BOROKÊ. O terreno era pantanoso e traiçoeiro, mas para ÒGÚN não tinha tempo ruim e ele decidiu-se a ir por ali mesmo. Quando iniciava a jornada, escutou a voz de NÁNÃ BOROKÊ que determinava:
- Estas terras tem dono rapaz, peça liicença para passar!
ÒGÚN não se curvaria a ninguém e respondeu:
-
ÒGÚN não pede nada a ninguém. ÒGÚN toma e não será uma mulher  que irá me deter!
NÁNÃ BOROKÊ ainda determina mais uma vez que
ÒGÚN peça licença e ÒGÚN não a atende embrenhando-se pântano a dentro. NÁNÃ BOROKÊ então, ordena ao pântano que tragasse e matasse ÒGÚN que é obrigado a usar de toda a sua força para livrar-se e salvar a própria vida.ÒGÚN teve de recuar, mas bradou!
- Tu és poderosa, vou procurar outro ccaminho, mas antes vou encher seu pântano de ponta de metal duro e afiado que cortará sua carne se tentar passar por ele também.
NÁNÃ BOROKÊ respondeu:
- Tu és forte e valoroso, mas precisa aprender a respeitar a terra dos outros. Por minhas terras não passarás, garanto!
E a partir desse dia, NÁNÃ BOROKÊ  aboliu em suas terras o uso de metais em suas terras.


ITÃN DE COMO NÁNÃ BOROKÊ Ajudou na Criação do Homem
Dizem que quando “OLORUN” encarregou OSALÁ de fazer o mundo e modelar o ser humano, o orisá tentou vários caminhos. Tentou fazer o homem de ar, como ele. Não deu certo, pois o homem logo se desvaneceu. Tentou fazer de pau, mas a criatura ficou dura. De pedra ainda a tentativa foi pior. Fez de fogo e o homem se consumiu. Tentou azeite, água e até vinho-de-palma, e nada. Foi então que NÁNÃ BOROKÊ veio em seu socorro, apontou para o fundo do lago com seu ibiri, seu cetro e arma, e de lá retirou uma porção de lama.
NÁNÃ BOROKÊ deu a porção de lama a Osalá, o barro do fundo da lagoa onde morava ela, a lama sob as águas, que é NÁNÃ BOROKÊ.
Osalá criou o homem, o modelou no barro, com um sopro de “OLORUN” ele caminhou, com a ajuda dos orixás povoou a terra. Mas tem um dia que o homem morre e seu corpo tem que retornar à terra, voltar à natureza de NÁNÃ BOROKÊ.
NÁNÃ BOROKÊ deu a matéria no começo, mas quer de volta no final tudo o que é seu.
OBS: NÁNÃ BOROKÊ FAZ TRANSPARECER
A BELEZA DO INTERIOR HUMANO, ESTÁ VODUN ENALTECE O QUÊ TEMOS DE MAIS PROFUNDO E NOS OBRIGA À REFLETIR SOBRE O TEMPO NO SENTIDO DO QUÊ JÁ VIVEMOS, DE COMO ESTAMOS VIVENDO E DE COMO PODEMOS APRIMORAR O TEMPO QUÊ AINDA NOS RÉSTA E
DESTE MÓDO NOS TORNANDO MAIS HUMANOS.

INFELIZMENTE ALGUNS BÁBÁÒLÒÒRÌSÁS YÁÒLÒÒRÌSÁS TEEM O PÉSSIMO ABITO DE DIZEREM AOS QUATRO VENTO QUÊ NÃO SE DEVE FAZER ÉSTA VODUN NA CABEÇA DE NINGUÉM OU QUÊ AS PESSOAS DE NÁNÃ BOROKÊ NÃO VÃO PARA FRENTE NA VIDA, TUDO ISTO É BALÉLA, UM TREMENDO ABSURDO, POIS COMO QUALQUÉR OUTRO VODUN, ORISÁ OU INKICE, ESTÁ VODUN É MARAVILHÓSA E SÓ VEM HÀ SOMAR JUNTO AOS OUTROS VODUNS, ORÍSÁS E INKICES,  TRAZENDO ASSIM SÓMENTE BENÉCIAS EM NÓSSAS VIDAS.
MAIS UMA VEZ VENHO ATÉ VOCÊS MEUS QUERIDOS IRMÃOS DE FÉ E SIMPATIZANTES DE
NOSSAS RELIGIÕES AFRO EM TODO O BRASIL PARA VOS AGRADECER PELO APOIO QUE TEEM DADO A ESTE BLOG ATRAVÉZ DE COMENTARIOS E E_MAILS, ESPERO MAIS UMA VES TER SIDO UTIL À TODOS ATRAVÉZ DO MEU CONHECIMENTO E DAS MINHAS PESQUISAS.

*OLORUN* MODUPÉ !!!
KOLOFÉ *OLORUN* À TODOS !!!

*BÁBÁÒLÒÒRÌSÁ OBÁ OMÍ D’ YEMANJÁ*

Um comentário:

  1. ela é d+ ..............e eu estou simplesmente sem comentarios pra descreve-la .
    e esse cete tbm e muito legal ,tem muitas informaçoes

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