sexta-feira, 24 de junho de 2011

ÒGÚN NÓSSO GUERREIRO !!! NÓSSO DEFENSOR !!!


ORÍSÁ ÒGÚN



ORÍSÁ ÒGÚN
ÒGÚN é, na mitologia yorubá dos ORÍSÁS, o orisá ferreiro, senhor dos metais. O próprio Ogun forjava suas ferramentas, tanto para a caça, como para a agricultura, e para a guerra. Na África seu culto é restrito aos homens, e existiam templos em Ondo, Ekiti e Oyo. Era o filho mais velho de Oduduwa, o fundador de Ifé, identificado no jogo do merindilogun=(delogun com jogo de búzios)  representado materialmente e imaterial pelas NAÇÕES, através do assentamento sagrado denominado igba ogun. = (VASILHA AONDE FICA O ASSENTAMENTO DE ÒGÚN).
Ogun é considerado o primeiro dos orisás a descer do Orun (o céu), para o Aiye (a Terra), após a criação, um dos orísás visando uma futura vida humana. Em comemoração a tal acontecimento, um de seus vários orukós =(nomes) é Osin Imole, que significa o "primeiro orixá a vir para a Terra".
Ogun foi provavelmente a primeira divindade cultuada pelos povos yorubá da África Ocidental. Acredita-se que ele tenha wo ile sun, que significa "afundar na terra e não morrer", em um lugar chamado 'Ire-Ekiti'.
É também chamado por Ògún, Ogoun, Gu, Ogou, gun, Ogun e Oggún. Sua primeira aparição na mitologia foi como um caçador chamado Tobe Ode
É filho de OSALÁ e YEMANJÁ, irmão de SÀNGÓ, Osossi, Osun e Elegbárá. Ogun é o filho mais velho de OSÁLÁ,  Ogun tornou-se seu regente em Ifé.
Ogun é um orisá importantíssimo na África e no Brasil. Sua origem, de acordo com a história, data de eras remotas. Ogun é o último imolé.
Os Igba Imolé eram os duzentos orixás da direita que foram destruídos por Olodumaré após terem agido mal. A Ogun, o único Igba Imolé que restou, coube conduzir os Irun Imole, os outros quatrocentos orixás da esquerda.
Foi Ogun quem ensinou aos homens como forjar o ferro e o aço.CORES E NUMEROS= VERDE E VERMELHO, 3,7,14,21 (COM EXEÇÃO DE ADÍOLÁ CUJO A CÔR É AZULÃO, NUMERO 5) Ele tem um molho de sete instrumentos de ferro + frerramentas: alavanca, machado, , enxada, picareta, espada e faca + bigórna, espada, lança, facão, alicate, ferradura, buzios, moédas, com as quais ajuda o homem a vencer a natureza e as mazélas humanas.

ÒGÚN ONÍRÁ

ÒGÚN  O GRANDE
GUERREIRO  
Era um guerreiro que brigava sem cessar contra os reinos vizinhos. Dessas expedições, ele trazia sempre um rico espólio e numerosos escravos. Guerreou contra a cidade de Ará e a destruiu. Saqueou e devastou muitos outros estados e apossou-se da cidade de Irê, matou o rei, aí instalou seu próprio filho no trono e regressou glorioso, usando ele mesmo o título de Oníìré, "Rei de Irê". Tem semelhança com o vodun GUN (NAÇÃO JEJE), (SOMENTE SEMELHANÇA, ASSIM COMO TAMBÉM TEM SEMELHANÇA  COM  O  INKICE  INKOCÍ  DA  NAÇÃO  ANGÓLA)
ÒGÚN é o ORISÁ que abre os caminhos ou melhor quê faz os caminhos e lógo à seguir os entréga à seu irmão ELEGBÁRÁ = (BARÁ) QUE PASSA A SER DONO DOS CAMINHOS, ALÉM DE GUERREIRO ÒGÚN NA AFRICA É CONSIDERADO SENHOR DO FERRO, AÇO E DA AGRICULTURA
ÒGÚN É TAMBÉM DONO DO OBÉ= (FACA)  DA FÓRJA, DAS ARMAS, DOS CÃES PASTORES ALEMÃES, DAS COBRAS E DE TUDO QUE É RELACIONADO A TECNOLOGIA E  OUTROS...


Outras características

ÒGÚN  é impetuoso e de espírito marcial. Ele também está relacionado com o sangue e, por esse motivo, muitas vezes é chamado para curar doenças sanguíneas., em especial a anemia ferropriva, pois acredita-se que a deficiência de ferro no organismo humano, seja a falta da energia de Ogun, por este motivo é considerado o patrono da enfermagem junto com  YÁMESÀN = (INHANÇÃ).
Nas  NAÇÕES DO RIO GRANDE DO SUL , o orisá ÒGÚN  é o dono do ferro e de todos os seus derivados, como armas e ferramentas. Também é dono da bebida alcoólica=OTÍ E NÃO OTIN COMO AS PESSOAS FALAM, (aforíbá) e é considerado o senhor da guerra. É esposo de YÁMESAN= (INHANÇÃ), que o traiu com SÀNGÓ após embebedá-lo com uma bebida denominada atã, DAI EXISTENCIA DE UM RITUAL CHAMADO DE DANÇA DO AFORÍBÁ AONDE ÒGÚN E OYÁ DANÇÃO E LUTÃO ESPADAS ENQUANTO TOMAM O ATÃ, NA REALIDADE ELA SÓMENTE FAZ QUE TOMA ENQUANTO  VAI EMBEBEDANDO ÒGÚN PARA FUGIR COM SÀNGÓ.
Por ser o dono do "obé" (faca), sem ele não tem como outros orisás serem feitos. Qualquer BÁBÁÒLÒÒRÌSÁ ou YÁÒLÒÒRÌSÁ tem que ter Ogun em seus assentamentos, pois este é o dono do asé das facas. Por ser dono das armas, é invocado para vencer demandas. Pela mesma razão é o protetor dos policiais e dos soldados e exercitos de módo geral.
Nas  Nações do rio grande do sul, Ogun Adíolá qualidade de Ogun que  é um guerreiro e  guardião que móra na beira da água a mando de YEMANJÁ com à qual tem uma ligação muito grande.
ÒGÚN AVANAGÃN = (AVAGÃN) tem seu assentamento junto a Bára Lodê, e as vezes  Oyá Timbõá ou dirã, são chamados de orisás de rua, pois seus acentamentos  ficão do lado de fóra do BÁSSÁ=barracão=terreira.

No culto dos orisás, ele aparece com outras qualidades , tais como OGUN AVANAGAN=(ÒGÚN AVAGÃN), ÒGÚN OLOGBEDÉ=(OLOBEDÉ), ÒGÚN ONÍ-ÌRÈ, ÒGÚN ONÍRÁ, ÒGÚN MADÍOBÉ, ÒGÚN ADÍOLÁ, ÒGÚN MEJÌ=(ÒGÚN MEGÊ), ÒGÚN ELÉFÁ, ÒGÚN DEÍ, E OUTROS DENTRO DAS NAÇÃOES CULTUADAS NO RIO GRANDE DO SUL.
Ogun é o senhor do
ferro para sempre.

ÒGÚN MEJÍ (MEGÊ) 
 
ÒGÚN MEJÍ=(MEGÊ)


Orixá Okô cria a agricultura com ajuda de Ogun.
No princípio, havia um homem que se chamava Okô, mas Okô não fazia nada o dia todo, não havia o que fazer, simplesmente. Quando os alimentos na Terra escassearam, Olorun encarregou Okô de fazer plantações, que plantassem inhame, pimenta, feijão e tudo mais que os homens comem.
Okô gostou de sua missão, ficou todo orgulhoso, mas não tinha a menor idéia de como executá-la, até que viu, debaixo de uma palmeira, um rapaz que brincava na terra, com um graveto ele revolvia a terra e cavava mais fundo, Okô quis saber o que fazia o rapaz. “Preparando a terra para plantar, para plantar as sementes que darão as plantas”, explicou o rapaz de pele reluzente. “Que sementes, se nem plantas ainda há?”, perguntou, incrédulo, Okô. “Nada é impossível para Olodumare= *DEUS*”, foi a resposta.
Começaram então a cavar juntos a terra, o graveto que usavam como ferramenta quebrou-se e passaram então a usar lascas de pedra, o trabalho, entretanto, não rendia e Okô saiu a procura de alguma maneira mais prática.
Outro dia, quando Okô voltou sem solução, o rapaz tinha feito fogo, protegendo-o com lascas de pedra, viram então que a pedra se derretia no fogo. A pedra líquida escorria em filetes que se solidificavam. “Que ótimo instrumento para cavar!”, descobriu efusivamente o inventivo rapaz. Ele pôde então usar o fogo e fazer lâminas daquela pedra, e modelar objetos cortantes e ferramentas pontiagudas.
Ele fez a enxada, a foice e fez a faca e a espada e tudo o mais que desde então o homem faz de ferro para transformar a natureza e sobreviver. O rapaz era Ogun, o orisá do ferro. Juntos resolveram a terra e plantaram e os alimentos foram abundantes.
E a humanidade aprendeu a plantar com eles, cada família fez a sua plantação, sua fazenda, e na Terra não mais se padeceu de fome, e Okô foi festejando como Orisá Okô, o Orisá da Fazenda, da plantação, pois fazenda é o significado do nome Okô.
E Ogun e Orisá Okô foram homenageados e receberam sacrifícios como os patronos da agricultura, pois eles ensinaram o homem a plantar e assim superar a escassez de alimentos e derrotar a fome.



ÒGÚN ADÌOLÁ

ITÃ= (HÍSTÓRIA) da coleta
dos búzios
Devido à traição de YÁMESAN= (INHANÇÃ), ÒGÚN E SÀNGÓ jamais se reconciliaram e, por diversas vezes acabavam por se defrontar em acirradas disputas.
Certa vez, ÒGÚN  propôs a SÀNGÓ que realizassem uma trégua nessas lutas, pelo menos até à lua seguinte. SÀNGO respondeu com alguns gracejos, que ÒGÚN revidou, más propôs uma aposta: que ambos se dirigissem à praia e recolhessem o maior número de búzios que conseguissem. O perdedor ofereceria ao vencedor o fruto da sua coleta. Estando acertados, ÒGÚN deixou SÀNGÓ e dirigiu-se à casa de OYÁ, solicitando-lhe que pedisse a Ikú (a morte) que fosse à praia na hora em que ele havia combinado com SÀNGÓ . Oiá exigiu uma certa quantia em ouro, que prontamente recebeu de ÒGÚN .
No dia seguinte, ÒGÚN e SÀNGÓ amanheceram na praia, iniciando a coleta. De vez em quando se entreolhavam e SÀNGÓ lançava ditos jocosos contra ÒGÚN ,  e este sem perceber que Ikú se aproximava de si. Ao levantar os olhos, deparou-se com Ikú, que riu de seu espanto. Assustado, SÀNGÓ abandonou a sua sacola com os búzios colhidos, se escondendo. No fim do dia, ÒGÚN procurou SÀNGÓ mostrando a sua coleta.SÀNGÓ, envergonhado, abaixou a cabeça e entregou ao guerreiro o fruto da sua.



ÒGÚN ELÉFÀ
ÒGÚN dá aos homens
o segredo do ferro.
Na Terra criada por Obatalá, em Ifé, os orisás e os seres humanos trabalhavam e viviam em igualdade. Todos caçavam e plantavam usando frágeis instrumentos feitos de madeira, pedra ou metal mole, por isso o trabalho exigia grande esforço.
Com o aumento da população de Ifé, a comida andava escassa, era necessário plantar uma área maior. Os orisás então se reuniram para decidir como fariam para remover as árvores do terreno e aumentar a área da lavoura.
Ossain, o orisá da medicina, dispôs-se a ir primeiro e limpar o terreno, mas seu facão era de metal mole e ele não foi bem sucedido. Do mesmo modo que Ossain, todos os outros orisás tentaram um por um e fracassaram na tarefa de limpar o terreno para o plantio.
Ogun, que conhecia o segredo do ferro, não tinha dito nada até então, quando todos os outros orisás tinham fracassado, Ogun pegou seu facão, de ferro, foi até a mata e limpou o terreno. Os orisás, admirados, perguntaram a Ogun de que material era feito tão resistente facão, Ogun respondeu que era de ferro, um segredo recebido de Orun-milá.
Os orisás invejavam Ogun pelos benefícios que o ferro trazia, não só à agricultura, mas como à caça e até mesmo à guerra. Por muito tempo os orisás importunaram Ogun para saber do segredo do ferro, mas ele mantinha o segredo só para si.
Os orisás decidiram então oferecer-lhe o reinado em troca de que ele lhes ensinasse tudo sobre aquele metal tão resistente, Ogun aceitou a proposta. Os humanos também vieram a Ogun pedir-lhe o conhecimento do ferro, e Ogun lhes deu o conhecimento da forja, até o dia em que todo caçador e todo guerreiro tiveram suas lanças de ferro.
Mas, apesar de Ogun ter aceitado o comando dos orisás, antes de mais nada ele era um caçador, certa ocasião, saiu para caçar e passou muitos dias fora numa difícil temporada, quando voltou da mata, estava sujo e maltrapilho. Os orisás não gostaram de ver seu líder naquele estado, eles o desprezaram e decidiram destituí-lo do reinado.
Ogun se decepcionou com os orisás, pois, quando precisaram dele para o segredo da forja, eles o fizeram rei e agora dizem que não era digno de governá-los, então Ogun banhou-se, vestiu-se com folhas de palmeira desfiadas, pegou suas armas e partiu, num lugar distante chamado Irê, construiu uma casa embaixo da árvore de akokô e lá permaneceu.
Os humanos que receberam de Ogun o segredo do ferro não o esqueceram. Todo mês de dezembro, celebram a festa de Iudê-Ògún. Caçadores, guerreiros, ferreiros e muitos outros fazem sacrifícios em memória de Ògún dai outra das saudações de ÒGÚN QUÊ É:

 ÒGÚN AKÀN BI ODÉ = ÒGÚN O PRIMEIRO GUERREIRO.
ÒGÚN OLOBÈDÉ
Ogun livra um pobre de seus exploradores.
Um pobre homem peregrinava por toda parte, trabalhando ora numa, ora noutra plantação. Mas os donos da terra sempre o despediam e se apoderavam de tudo o que ele construía. Um dia esse homem foi a um babalawo, que o mandou fazer um ebó na mata. Ele juntou o material e foi fazer o despacho, mas acabou fazendo tal barulho que Ogun, o dono da mata, foi ver o que ocorria. O homem, então, deu-se conta da presença de Ogun e caiu a seus pés, implorando seu perdão por invadir a mata. Ofereceu-lhe todas as coisas boas que ali estavam. Ogun aceitou e satisfez-se com o ebó. Depois conversou com o peregrino, que lhe contou por que estava naquele lugar proibido. Falou-lhe de todos os seus infortúnios. Ogun mandou que ele desfiasse folhas de dendezeiro, mariwo, e as colocasse nas portas das casas de seus amigos, marcando assim cada casa a ser respeitada, pois naquela noite Ògún destruiria a cidade de onde vinha o peregrino. Seria destruído até o chão. E assim se fez.
Ògún destruiu tudo, menos as casas protegidas pelo mariwo=(Palha de ráfia quê faz parte da vestimenta de ogun.)

ÒGÚN MÀDÍÒBÉ
OUTRO ITÃ DE ÒGÚN
ÒGÚN mata seus súbditos e vólta à ser um elemento (a própia natureza sem fórma fisica) um Orisá.
Ogum, filho de Odudua, sempre guerreava, trazendo o fruto da vitória para o reino de seu pai. Amante da liberdade das aventuras amorosas, foi com uma mulher chamada Ojá que Ogum teve seu filho Osossi. Depois amou Oiá, Osum e Obá, as três mulheres de seu rival, SÀNGÓ. Ogun seguiu lutando e tomou para si a coroa de Irê, que na época era composto de sete aldeias. Era conhecido como o ONÍ-ÌRÈ(ONÍ=REI E ÌRÈ CIDADE AFRICANA), o rei de Irê, deixando depois o trono para seu próprio filho.
Ogun era rei de Irê, Oni Ire, Ogun Onirê. Ogun usava a coroa sem franjas chamada akorô. Por isso também era chamado de Ogun Alakorô.



 Conta-se que, tendo partido para a guerra, Ogun retornou a Ire depois de muito tempo. Chegou num dia em que se realizava um ritual sagrado. A cerimônia exigia a guarda do silêncio total. Ninguém podia falar com ninguém. Ninguém podia dirigir o olhar para ninguém.
Ogun sentia sede e fome, mas ninguém o atendia. Ninguém o ouvia, ninguém falava com ele. Ogun pensou que não havia sido reconhecido. Ogun sentiu-se desprezado. Depois de ter vencido a guerra, sua cidade não o recebia. Ele, o rei de Ire! Não reconhecido por sua própria gente! Humilhado e enfurecido, Ogun, com sua espada em punho, pôs a destruir tudo e a todos. Cortou a cabeça de seus súditos. Ogun lavou-se com sangue. Ogun estava vingado. Então a cerimônia religiosa terminou e com ela a imposição de silêncio foi suspensa.
Imediatamente o filho de Ogun, acompanhado por um grupo de súditos, ilustres homens salvos da matança, veio à procura do pai. Eles renderam as homenagens devidas ao rei e ao grande guerreiro Ogun. Saciaram sua fome e sua sede. Vestiram Ogun com roupas novas, cantaram e dançaram para ele. Mas Ogun estava inconsolável. Havia matado os habitantes de sua cidade. Não se dera conta das regras de uma cerimônia tão importante para todo o reino. Ogun sentia que já não podia ser o rei. E Ogun estava arrependido de sua intolerância, envergonhado por tamanha precipitação. Ogun fustigou-se dia e noite em autopunição.
Não tinha medida o seu tormento, nem havia possibilidade de autocompaixão. Ogun então enfiou sua espada no chão e num átimo de segundo a terra se abriu e ele foi tragado solo abaixo. Ogun estava no Orun, o céu dos orìsás. Não era mais humano. voltou à ser  um orisá sem corpo (somente um elemento, a própia natureza), como no começo dos tempos.


ÒGÚN DÈÍ

ITÃ DE ÒGÚN  OYÁ E SÀNGÓ

Oyá vivia com Ogun antes de ser mulher de sàngó . Ela ajudava Ogun no seu trabalho, carregava seus instrumentos, manejava o fole para ativar o fogo da forja. Um dia Ogun deu a Oyá uma vara de ferro igual a que lhe pertencia que tinha o poder de dividir os homens em sete partes e as mulheres em nove partes, caso estas as tocassem em uma briga.

sàngó gostava de sentar-se perto da forja para apreciar Ogun bater o ferro, e sempre lançava olhares a Oyá; ela por sua vez, também lançava olhares a sàngó.

sàngó era muito elegante, seus cabelos eram trançados, usava brincos, colares e pulseira. Sua imponência e seu poder impressionaram Oyá. Um dia Oyá e sàngó  fugiram e Ogun lançou-se em perseguição deles. Encontrando os fugitivos, brandiu sua vara mágica, Oyá fez o mesmo e eles se tocaram ao mesmo tempo. E assim que Ogun foi dividido em sete partes e Oyá em nove partes, recebeu ele o nome de Ogun  Mejí=(mejê) e ela o de yámesàn= ynhançã, cuja origem vem de (Iyámésàn a mãe transformada em nove).

OGUN Orixá das Guerras e da Tecnologia !!!

ÒGÚN ONÌRÁ
ITÃ = (HÍSTÓRIA DOS ORÍSÁS)


Ògún lutava sem cessar contra os reinos vizinhos. Ele trazia sempre um rico espólio em suas expedições, além de numerosos escravos. Todos estes bens conquistados, ele entregava a Odúduá, seu pai, rei de Ifé.

Ògún  continuou suas guerras. Durante uma delas, ele tomou Irê. Antigamente, esta cidade era formada por sete aldeias. Por isto chamam-no, ainda hoje, Ògún mejejê lodê Irê - "Ògún das sete partes de Irê".

Ògún matou o rei, Onirê e o substituiu pelo próprio filho, conservando para si o título de Rei. Ele é saudado como Ògún Onirê! - "Ògún Rei de Irê!"

Entretanto, ele foi autorizado a usar apenas uma pequena coroa, "akorô". Daí ser chamado, também, de ògún Alakorô - "ògún dono da pequena coroa".

Após instalar seu filho no trono de Irê, Ogun voltou a guerrear por muitos anos. Quando voltou a Irê, após longa ausência, ele não reconheceu o lugar. Por infelicidade, no dia de sua chegada, celebrava-se uma cerimônia, na qual todo mundo devia guardar silêncio completo. Ogun tinha fome e sede.

Ele viu as jarras de vinho de palma, mas não sabia que elas estavam vazias. O silêncio geral pareceu-lhe sinal de desprezo. ògún, cuja paciência é curta, encolerizou-se. Quebrou as jarras com golpes de espada e cortou a cabeça das pessoas. A cerimônia tendo acabado, apareceu, finalmente, o filho de Ogun e ofereceu-lhe seus pratos prediletos: caracóis e feijão, regados com dendê, tudo acompanhado de muito vinho de palma.

ògún, arrependido e calmo, lamentou seus atos de violência, e disse que já vivera bastante, que viera agora o tempo de repousar. Ele baixou, então, sua espada e desapareceu sob a terra. ògún voltára à ser  um Orisá.

ÒGÚN ONÌRÁ ALÁKÒRÒ
O ARQUÉTIPO DOS
FILHOS DE ÒGÚN !!!

Seus "filhos" aqui na Terra são pessoas fortes, que lutam na vida, são pessoas guerreiras que não descansam por nada, sempre ativas, combatem tudo. São verdadeiros peões. São pessoas corajosas, sem medo de se arriscar. São sérias e perseverantes. Tendência aos extremos: ou defende a polícia, ou foge dela ,Os filhos de Ogun  possuem um temperamento um tanto violento, são impulsivos, briguentos e custam a perdoar as ofensas dos outros. Não são muito exigentes na comida, no vestir, nem tão pouco na moradia, com raras exceções. São amigos e  camaradas, porém estão sempre envolvidos com demandas. Divertidos, despertam sempre interesse nas mulheres, tem seguidos relacionamentos sexuais, e não se fixam muito a uma só pessoa até realmente encontrarem seu grande amor. À também  a questão do junto pois este fator também ajuda nas características dos filhos de ògún. ORÍKÍ = (RÉZA) FÙN ÒGÚN
Ògún pèlé o !
Ògún alákáyé,
Osìn ímolè.
Ògún alada méjì.
O fi òkan sán oko.
O fi òkan ye ona.
Ojó Ògún ntòkè bò.
Aso iná ló mu bora,
Ewu ejè lówò.
Ògún edun olú irin.
Awònye òrìsà tií bura re sán
wònyìnwònyìn. Ògún onire alagbara.
A mu wodò,
Ògún si la omi Logboogba.
Ògún lo ni aja oun ni a pa aja fun.
Onílí ikú,
Olódèdè màríwò.
Ògún olóola.
Ògún a gbeni ju oko riro lo,
Ògún gbemi o.
Bi o se gbe Akinoro.

 TRADUÇÃO DO ORÍKÍ PARA ÒGÚN
Ògún, eu te saúdo !
Ògún, senhor do universo,
líder dos orisás.
Ògún, dono de dois facões,
Usou um deles para preparar a horta
e o outro para abrir caminho.
No dia em que Ògún vinha da montanha
ao invés de roupa usou fogo para se cobrir.
E vestiu roupa de sangue.
Ògún, a divindade do ferro
Òrìsà poderoso, que se morde inúmeras vezes.
Ògún Onire, o poderoso.
O levamos para dentro do rio
e ele, com seu facão, partiu as águas em duas partes iguais.
Ògún é o dono dos cães e para ele sacrificamos.
Ògún, senhor da morada da morte.
o interior de sua casa é enfeitado com màrìwò.
Ògún, senhor do caminho da prosperidade.
Ògún, é mais proveitoso ao homem cultuá-lo do que sair para plantar
Ògún, apoie-me do mesmo modo que apoiou Akinoro.

ORÍSÁ ÒGÚN E ORÍSÁ OYÁ









BÁBÁÒLÒÒRÌSÁ OBÁ OMÍ D’ YEMANJÁ !!!(PAI MAYKEL D' YEMANJÁ !!!)

ESPÉRO QUE TENHA SIDO DE BOM PROVEITO À TODOS OS IRMÃOS DE FÉ, AS EXPLANAÇÕES  SOBRE O  ORISÁ ÒGÚN BEM COMO SEUS ITÃS=(HISTÓRIAS), PROCUREI SER O MAIS FIÉL POSSIVEL DENTRO DOS MEUS CONHECIMENTOS E DAS PESQUISAS QUÊ FIZ.
KOLOFÉ OLORUN À TODOS !!!

Nenhum comentário:

Postar um comentário